Sabia que 69,8% das mulheres no Brasil jogam jogos eletrônicos?
Por quê então vemos elas tão pouco no cenário competitivo?
Voltar ao Blog
05.2021
Por quê então vemos elas tão pouco no cenário competitivo?
O mercado de games é o maior mercado de entretenimento do mundo, sendo mais lucrativo que filmes hollywoodianos e séries da Netflix, mas acredito que isso você já deve saber.
É um mercado muito amplo, com diversas ramificações, diversas categorias e modalidades, pra ninguém ficar de fora... Mas alguém continua ficando de fora.
Na verdade não “alguém”, mas um grupo de pessoas: as mulheres. Pense aí, em quantos comerciais de games você viu mulheres jogando o jogo em questão? Ou em campeonatos oficiais, ou não? Eu consigo contar nos dedos de uma só mão.
Mulheres já são a maioria entre os jogadores de games eletrônicos no Brasil, sejam competitivos ou casuais, e ainda não continuo vendo mulheres na mídia jogando.
Claro que esse assunto tem vários pontos de discussão, mas o errôneo conceito arcaico de que “mulheres são menos capazes que homens” ainda permanece. Pelo menos é o que eu sinto. E porque esse conceito é errôneo? Porque não somos menos capazes, nem mais capazes, somos igualmente capazes que qualquer outra pessoa. E por isso merecemos igual respeito a em relação a qualquer assunto, incluindo jogos eletrônicos.
Lembro-me de quando participei de um campeonato de Mario Kart 8 na faculdade. Não era nada oficial, puramente para diversão. E quando cheguei na sala, era a única moça lá, no meio de um bando de homens. Fui bombardeada por olhares que variavam de confusão, raiva, e graça. E para a surpresa de todos ali, ganhei o campeonato.
Isso me fez ter um vislumbre de porque em campeonatos famosos como CBLOL, de DOTA, ou até mesmo a COPAG CUP não vemos muitas mulheres, porque quando elas tentam participar, são bombardeadas não apenas com olhares estranhos, mas com comentários e atitudes desrespeitosas, que fariam qualquer competidor desistir, mesmo ele sendo muito bom.
A conclusão é: Sejamos mais respeitosos. Não importa se é mulher, homem, branco, negro, alto, baixo, magro, alto, estrangeiro, todos merecemos respeito. E mais ainda, todos existimos, todos jogamos, todos queremos nos ver representados na mídia, para que a gente sinta que somos parte de uma comunidade que nos acolhe, que nos abraça, independente de quem seja.
Apoie e exija as minorias nas mídias de jogos eletrônicos.