Olá, pessoal!
Vimos essa semana que o Disney Lorcana Challenge de São Paulo, dos dias 25 e 26 de abril, continua “rendendo muito” e trazendo muitas memórias maravilhosas.
E, ao mesmo tempo, já estamos nos preparando para mais um evento nos dias 4 e 5 de julho, novamente na cidade de São Paulo, no clube Esperia!
Pensando nessa “ponte” entre os dois eventos, vamos hoje falar com quem vivenciou
em primeira mão essa experiência maravilhosa de jogar um Disney Lorcana Challenge - e mais, a experiência de jogar um evento de nível internacional
representando seu país!
No artigo de hoje, vamos entrevistar dois representantes brasileiros que se destacaram no Disney Lorcana Challenge de abril:
Rômulo Rocha e
Larissa Cunha!
DANDO VOZ AOS ILLUMINEERS!
Para nossa entrevista, pedimos a nossos ilustres convidados e Illumineers
brasileiros que respondessem dez perguntinhas, e assim esperamos mostrar para vocês como é ao mesmo tempo desafiador e muito gratificante participar de um evento tão importante como o Disney Lorcana Challenge, e também trazer algumas dicas para você que está pensando em participar do próximo Challenge brasileiro, em julho!
1. Para começar, por favor, se apresentem pra gente e falem um pouco sobre a equipe que vocês fazem parte! Rômulo: Olá! Meu nome é Rômulo, tenho 25 anos, e jogo Disney Lorcana desde o final de 2024. Atualmente, eu jogo em um time formado por uma Hobby Store em São Paulo.
Larissa: Oi, pessoal! Sou a Lari Cunha, jogadora de Disney Lorcana, de um time de uma Hobby Store de São Paulo. Sou engenheira, trabalho com projetos de tecnologia, e hoje Disney Lorcana se tornou meu hobby semanal. Moro na cidade de SP, tenho 34 anos e sou mãe de pet!
2. Como você conheceu Disney Lorcana, e o que te chamou atenção no jogo e te fez querer ter um foco mais competitivo? Rômulo: Eu conheci o Disney Lorcana através de uma Hobby Store oficial do programa Ravensburger Play Hub, lá eles me ensinaram a jogar e eu comprei um deck pra testar. Depois de vários pacotinhos abertos, a vontade de me aprofundar no jogo veio naturalmente, e como a gente estava no "começo" ainda, todo mundo que frequenta a loja cresceu junto com o jogo e o seu competitivo.
Lari: Conheci Disney Lorcana na mesa da minha casa! (risos) Meu marido sempre foi fã de jogos, tanto físicos como digitais, e eu sempre fui a pessoa “das artes”. Gosto de aquarela e artesanato, e fazia coisas manuais para me distrair. Sempre fui péssima com vídeo game e afins, até que um dia o Augusto me apresentou um “card game da Disney”, e eu amei. Acho que eu tinha um certo preconceito com Trading Card Games, mas a temática Disney me amoleceu, e eu amei.
Por muito tempo jogamos só nós dois, em casa mesmo, mas meu marido começou a me chamar para jogar com o pessoal de uma Hobby Store oficial do programa Ravensburger Play Hub. Eu tinha muito receio por dois motivos: 1. Sou filha única e não gosto de perder (risos) 2. Meu inglês não é tão bom e eu tinha medo de não entender cartas que eu não conhecia.
Chegando lá, tive uma surpresa incrível: a comunidade do Disney Lorcana é muito legal! O pessoal é paciente, e me ensinaram muito. Aprendi termos e estratégias que eu nem tinha ideia que existiam. Hoje temos um novo grupo de amigos e isso vai além do jogo.
Os donos da loja começaram a montar um time para jogar de maneira mais competitiva e eu senti vontade de recusar no começo porque nao me achava uma boa jogadora, mas ele me disse uma coisa que me marcou bastante: “Lari, nós somos um grupo de pessoas que gosta de jogar e confraternizar juntos e essa é a finalidade do time”. Com esse incentivo, eu aceitei e comecei a jogar de maneira mais recorrente e participar de torneios. Até hoje quando eu começo a me cobrar demais eu lembro dessa fala dele e volto a me divertir.
3. Com qual baralho você jogou no DLC e por que o escolheu? Rômulo: Eu joguei de
Steelsong (Amber/Steel), pois eu estava bem incomodado com a ideia de enfrentar várias mirrors de Emerald/Sapphire no DLC. A parte engraçada é que eu não cheguei a enfrentar um no DLC.
Lari: Joguei com um
Amethyst/Steel Midrange. Eu tinha acabado de começar a praticar com o deck quando chegou o DLC, mas eu fiz essa escolha porque gosto muito de baralhos “no meio do caminho” e entre os decks de maior destaque, esse sempre está na lista. Acho uma lista divertida e com uma pitada de “surpresinha” para o adversário que nunca sabe se joga em volta de uma Giant Cobra, ou um Doc.
4. Como foram seus jogos no DLC? Teve alguma partida que foi mais emocionante ou marcante pra você? Rômulo: As minhas partidas no DLC foram bem interessantes, eu consegui, na maior parte do tempo, enfrentar boas matchups. Enfrentei alguns “Dogs” e Amethyst/Steels nas primeiras rodadas do torneio, o que me permitiu ter um bom começo. Já as partidas mais marcantes foram na sétima rodada, contra o Sky
(Nota: Schuyler Duntz, jogador norte-americano), em que eu ganhei do cara que inventou a lista que eu levei para o DLC! E na décima primeira rodada, em que eu enfrentei o Renan na stream, e consegui performar bem mesmo em uma matchup desfavorável.
Lari: Eu comecei o DLC jogando contra um deck de controle e pensei: “será que vou perder logo na primeira?” Foi uma boa partida e eu consegui virar o jogo! Depois vieram 3 partidas em que ganhei de 2x0 na sequência. Foi inacreditável quando me vi na mesa 1, entre dois jogadores profissionais, sendo um deles o atual campeão mundial. Acho que naquela hora eu entendi que eu estava mandando bem. Mas, sem dúvidas, a partida mais marcante foi a partida que joguei na stream. Eu fiquei bastante nervosa, cometi alguns erros, mas mesmo assim, fiquei orgulhosa do meu resultado por ter jogado bem contra um jogador que já tinha um bom histórico em outros DLCs. Ele precisou de um verdadeiro milagre para ganhar a segunda partida e, como sabemos, o fator sorte também é importante no jogo. Foi incrível e marcante.
5. Como foi seu resultado no DLC São Paulo? Como você avalia esse resultado? Rômulo: Eu fiquei em 24º. Eu creio que foi um resultado muito bom, considerando que foi meu primeiro DLC, e eu consegui jogar de igual pra igual com vários dos melhores jogadores do mundo.
Lari: Terminei o torneio com 5 vitórias e 3 derrotas, em 66º lugar. Eu fui a mulher mais bem colocada do torneio e, por muito pouquinho, não disputei o segundo dia. Eu avalio esse resultado como algo muito, mas muuuito, marcante e especial. Me mostrou que nunca é tarde para aprender algo novo!
6. Sabemos que o Challenge em São Paulo teve uma presença não só da comunidade brasileira, mas também de representantes de vários países do mundo. Como foi enfrentar pessoas de outros países? A comunicação foi tranquila? Rômulo: Foi ótimo ver como jogadores mais experientes veem o jogo. A gente brincou durante o torneio que era o "Disney Lorcana 2", pois eles tem uma abordagem muito diferente. Já sobre a comunicação, foi super tranquilo, o meu inglês não é perfeito, mas todos sempre estavam atentos e fizeram esforços para que a comunicação acontecesse.
Lari: Sobre jogar contra estrangeiros, foi muito mais tranquilo do que imaginei. No jogo não é necessário tanta comunicação assim, e de qualquer forma, todos foram super legais comigo - com alguns deles até conversamos depois dos jogos e fizemos amizade. Os jogadores do Peru são muito legais e parecidos com os brasileiros. Os jogadores da América do Norte são um pouquinho mais fechados, mas igualmente legais e pacientes.
7. O que você mudaria no seu baralho se pudesse "voltar no tempo"? Ou escolheria outro baralho? Rômulo: Eu teria colocado uma Lilo - Best Explorer Ever. Durante a semana, eu pensei muito em colocar ela, mas eu já havia enviado a lista, e se eu começasse a mexer, eu tenho certeza que não iria parar. No fim, fez falta.
Lari: Acho que colocaria 4 Pete - Games Referee (impede o adversário de usar action no turno seguinte). Acho que poderia pegar os adversários de surpresa, já que não é tão comum que se use na minha lista e faria os adversários repensarem a estratégia. No entanto, a lista que eu usei é bastante consistente, quase não trava e apresenta muitas respostas para situações diferentes. Agora com a coleção nova chegando, talvez dê para encaixar novas cartas para testar.
8. Como está sua preparação para o próximo DLC São Paulo, nos dias 4-5 de julho? Rômulo: No momento, eu tenho testado alguns decks com as cartas de Wilds Unknown, mas ainda não tenho certeza do que levar para o próximo DLC.
Lari: Meuuu Deuuuuus! Já está chegando! Preciso escolher minha nova lista e começar a praticar. Quero ir bem igual na primeira edição, mas, acima de tudo, quero me divertir. O clima do DLC é bastante único e estou ansiosa para jogar.
9. Que conselho(s) você daria a alguém que quer treinar e ser mais competitivo em Disney Lorcana? Rômulo: Eu diria que o mais importante é aprender a gostar do jogo. Jogue umas ligas semanais, uns selados, e deixa o interesse pelo jogo crescer naturalmente.
Lari: Agora que o jogo está se popularizando, existem vários conteúdos online ensinando a jogar, e uma comunidade grande de Illumineers nas redes sociais. Tudo isso ajuda muito. Mas acho que a maior dica que eu posso dar é: tenha uma comunidade presencial - seja em lojas, seja com seus amigos. A interação real ajuda muito a treinar para algo mais competitivo e dar mais segurança. Se você estiver pertinho de uma loja, não deixe de dar suporte! Ah, e não desanime se os resultados não forem os esperados no começo - pode ser frustrante perder, mas também faz parte da jornada.
10. Para terminar, qual sua tinta favorita e carta favorita? Rômulo: Olha, escolher uma tinta favorita é difícil, pois eu realmente gosto muito de Amber e Sapphire… mas acho que vou com Amber. Já minha carta favorita é bem fácil, é a Aurora - Dreaming Guardian de The First Chapter, eu simplesmente adoro a proteção que ela oferece.
Lari: Com toda certeza, Amethyst! Eu amo a combinação verde/roxo e toda coleção eu torço para que volte a ser um deck competitivo, mas mesmo trocando, eu sempre tendo ao roxo no fim do dia. Gosto da interação das cartas, da característica de compra e de mover dano.
Já a minha carta favorita é muito difícil escolher porque amo várias, mas talvez a que me traz mais memórias do jogo é a Madam Mim - Fox, de Rise of the Floodborn. Eu comecei a jogar com um deck que usava essa carta e eu não entendia o porquê de as pessoas dizerem que ela é forte já que eu precisava tirar uma carta minha da mesa quando jogava ela. Mas quando eu entendi, nunca mais quis jogar sem ela. Sinto muita saudade dessa coleção e torço para que seja reprintada um dia.
DESPEDIDA? NÃO! “ATÉ BREVE…”
Pessoal, muito obrigado por participarem dessa entrevista e compartilharem tantas coisas legais com a gente! Esperamos que logo mais, em julho, tenhamos muitas histórias mais para contar e celebrar do nosso querido Disney Lorcana! Rômulo: Eu queria agradecer muito a oportunidade de fazer essa entrevista, e pedir para todos que tiverem a possibilidade de participar dos eventos em sua loja local, a comunidade que tem sido criada lá é certamente a coisa que eu mais gosto nesse jogo!
Lari: Pessoal, obrigada demais pelo espaço. Espero que essa entrevista aproxime mais os leitores do jogo, ou para quem nunca jogou, que traga um desejo de tentar algo novo. Jogue com amigos, jogue com seus parceiros, crie novos hábitos que tirem o estresse do dia a dia.
Por fim, quero deixar aqui um agradecimento especial para a Ana Cariane, que é uma das pessoas que fortalece a comunidade feminina do jogo. Muito pelo exemplo e apoio da Ana que eu disputei meu primeiro DLC!
Mais uma vez, muitíssimo obrigado aos nossos Illumineers por terem compartilhado tanto aqui com a gente! E para você, muito obrigado por ter acompanhado e curtido nossa entrevista! Muito em breve voltaremos com uma
análise completa do metagame do nosso primeiro Disney Lorcana Challenge de São Paulo! Abraços, e até lá!