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 Autor: Antonio Faillace
Antonio é um grande fã da Disney desde a infância e joga TCGs desde muito jovem. Por isso, Disney Lorcana foi a combinação perfeita para ele. Desde o lançamento do jogo, Antonio é apaixonado por Disney Lorcana e compartilha essa paixão com toda a comunidade de jogadores no Brasil por meio de seus artigos.
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Olá, pessoal!
Nas últimas semanas, trouxemos
reports e análises de decks e resultados do
DLC São Paulo de Julho.
Como já comentamos no
report (que você pode conferir
nesse link) , o DLC foi no formato
Core Constructed, que atualmente é o formato que tem uma rotação anual de edições.
Com o lançamento da 13a Edição,
Attack of the Vine!, algumas edições deixaram de estar válidas no formato, justamente as mais “antigas”:
• 5: Shimmering Skies
• 6: Azurite Sea
• 7: Archazia’s Island
• 8: Reign of Jafar Enquanto a que vieram depois seguem válidas (e até a próxima rotação, em meados de 2027, não haverá mais saída de edições, apenas adição de novas edições, conforme sejam lançadas):
• 9: Fabled
• 10: Whispers in the Well
• 11: Winterspell
• 12: Wilds Unknown
• 13: Attack of the Vine! Por isso, a ideia no artigo de hoje é observarmos algumas tendências de como o próximo
metagame competitivo está se desenvolvendo, e já nos prepararmos para o que devemos ver em ação no
Championship Brasileiro, evento que ocorrerá no dia 19 de Setembro!
A HORA E A VEZ DE AMBER?
Ao longo das edições de
Disney Lorcana, tivemos muitos baralhos dominantes. Um bom exemplo seria o recente sucesso dos
Amber-Emerald Dogs, que estabeleceram um dos arquétipos mais fortes do formato
Core Constructed anterior, e atualmente também fazem muito sucesso no formato
Infinity (formato em que todas as edições lançadas são permitidas).
Os momentos em vimos uma determinada
cor de tinta ter uma dominância consolidada foram bem mais raros, mas também ocorreram.
Sapphire, por exemplo, teve um período fortíssimo dentro do jogo, tanto que vimos pela primeira vez o banimento de cartas, no caso
Hiram Flaversham - Toymaker.
No momento atual, o que estamos vendo nos eventos pós-lançamento de
Attack of the Vine! é uma grande presença da tinta
Amber no topo dos resultados competitivos.
Amber parece concentrar, no momento, várias ferramentas importantes que direcionam como os melhores baralhos de
Disney Lorcana são construídos, então não é também uma surpresa que esteja nesse destaque.
A tinta consegue acelerar jogadas, com cartas como
Grandmother Willow - Ancient Advisor ou
Akood et Emuti, consegue controlar a mesa com cartas como
Raging Storm ou
World’s Greatest Criminal Mind, e consegue encontrar mais recursos, principalmente comprando cartas ou voltando do descarte, com cartas como
Sulley - The New Boss ou
Webby’s Diary.
O destaque maior é, claro, a combinação de
Amber com
Emerald, combinação que era capitaneada pelos “
Dog Decks”, já analisados aqui no blog (
veja no link).
Ainda que tenha perdido os “Dogs” na rotação, a base
Amber-Emerald de personagens rápidos, que reduzem custos, aliados a personagens que compram mais cartas continua dando muitas vitórias mundo afora.
Uma carta que tem muito destaque nesses resultados, sem dúvida, é a
Elinor - Renowned Diplomat. Normalmente, encher a mesa de personagens pequenos pode ser prejudicial, pois se o oponente tiver como lidar com sua mesa rapidamente, você fica sem recursos.
Elinor luta exatamente contra este último ponto, fazendo com que não só os personagens do seu oponente sofram dano, como também permite que você potencialmente compre uma carta a mais todo turno.
Mas no quesito de controlar a mesa,
Emerald também possui boas ferramentas, como
Under the Sea e a devastadora combinação
Malicious, Mean, and Scary + Prince Phillip - Vanquisher of Foes. Esta última permite que toda a mesa
do oponente -
apenas do oponente - seja colocada no descarte quando
Prince Phillip entrar em jogo e fizer seu efeito (idealmente, depois de uma jogada anterior da canção “
Malicious, Mean and Scary”).
“TOYS” E “ROBÔS”!
Outra questão importante quando ocorre uma rotação no jogo é a
viabilidade de alguns arquétipos que ainda não tiveram um destaque, mas que agora num novo formato podem vir à tona.
Neste subtítulo, já apontamos dois possíveis novos caminhos, ambos baseados na 12a Edição,
Wilds Unkwown. O arquétipo “Toys” promove exatamente um baralho agressivo/rápido, que pode vir a encontrar muito sucesso se tiver a oportunidade certa dentro do
metagame. Por outro lado, temos os “Robôs” do vilão
Syndrome, que também formam um arquétipo próprio, e com a ajuda de
Syndrome - Out for Revenge é possível continuamente controlar a mesa e nunca ficar sem “Droids” para voltar.
Vale lembrar que as cartas mencionadas anteriormente são possíveis ideias, baseadas nos eventos da temporada e dos resultados. Por isso, num formato novo como será o
Core Constructed, o ideal sempre será testar o próprio deck e desenvolvê-lo adequadamente.
BRILHO AZUL ESQUECIDO...?
Como mencionamos,
Sapphire chegou a tal nível de força que foi necessário um banimento quase único no jogo (
Hiram Flaversham - Toymaker) para equilibrar as tintas novamente.
Mesmo após o banimento, a tinta seguiu como referência pois concentrava basicamente todas as
acelerações de tinta, por exemplo na carta
Sail the Azurite Sea.
Contudo, todas essas ações de aceleração foram perdidas na rotação, o que mais uma vez retorna ao ponto feito no tópico anterior sobre
Amber: é uma cor de tinta que “faz tudo”, podendo inclusive dividir seus personagens entre geradores de Lore, redutores de custo, ou controle de mesa.
É fato, então, que
Sapphire parece estar em um lugar de menor destaque no formato, o que de certa forma traz desafios muito importantes para o design do jogo.
UMA IDEIA DE LISTA: AMETHYST/RUBY
A combinação
Amethyst-Ruby mostrou sucesso recente em um torneio feito durante a
GenCon, nos Estados Unidos. Foi vitoriosa em um evento de
mais de 120 Illumineers, e trouxe mais uma lista que não vinha “no radar” de muitos jogadores.
CONCLUSÃO
E assim chegamos ao final de nossa retomada do formato
Core Constructed, já em preparação para o evento de setembro!
Como vimos, o formato pós-lançamento de
Attack of the Vine! está em constante mudança, com arquétipos tentando se estabelecer adequadamente e respondendo às ameaças de outros baralho, incorporando no seu.
Não há, ainda, um deck que possa firmemente se apontar e dizer: esse é o
melhor deck do formato. Ou seja, para quem tem um foco maior em deckbuilding e gosta de curtir ideias diferentes e discutir mais opções para o deck, o ideal é
aproveitar este metagame mais “aberto” para testar várias coisas diferentes.
Afinal, vai que você encontra o baralho-chave do próximo campeão mundial?? Uhuuuuuu!!!
Espero que tenham curtido! Sigam o blog para mais novidades , informações, e análises de decks!
Abraços!