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 Autor: Antonio Faillace
Antonio é um grande fã da Disney desde a infância e joga TCGs desde muito jovem. Por isso, Disney Lorcana foi a combinação perfeita para ele. Desde o lançamento do jogo, Antonio é apaixonado por Disney Lorcana e compartilha essa paixão com toda a comunidade de jogadores no Brasil por meio de seus artigos.
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Olá, pessoal!
No artigo de hoje, vamos analisar a lista utilizada por
Christopher Oyola no DLC de Julho em São Paulo, o
segundo DLC no Brasil esse ano!Se você perdeu nosso recap do torneio, pode
ler completo nesse link.
AMBER-EMERALD DOGS NO TOPO NOVAMENTE!
Em uma análise rápida, podemos ver que, assim como no
primeiro DLC brasileiro, em Abril, novamente um baralho
Amber-Emerald chegou ao topo do pódio!
Não só isso, na verdade o “arquétipo” - ou seja, a montagem do deck em si e sua estratégia - também é o mesmo, centrado nos Dogs, da animação clássica “A Dama e o Vagabundo”!
Mas reduzir dessa forma faz parecer que não houve nenhum “evolução” no baralho desde Abril até Julho, o que seria um grande erro! Por isso, vamos analisar e entender então quais os diferenciais dessa lista Amber-Emerald
Dogs que terminou campeã em São Paulo!
ESPELHO, ESPELHO MEU…
Antes de mais nada, é importante destacar algo muito importante quando se prepara para um torneio maior, com muitas rodadas, como um DLC: o que se espera do metagame!
Em outras palavras: quais decks mais devem aparecer no evento, e consequentemente quais baralhos mais devemos enfrentar? Essa pergunta é de suma importância, pois diz muito sobre a sua
escolha de deck para o torneio.
No caso do nosso
Segundo DLC São Paulo, a expectativa era de um aumento, ou no mínimo a manutenção, do
Dogs sendo o deck mais popular. Isso de fato aconteceu - no DLC de Abril,
Amber-Emerald Dogs foi usado por 23% dos Illumineers, enquanto no DLC de Julho esse número aumentou um pouco, para 24%.
Portanto, se alguém pretendia usar o
Amber-Emerald Dogs no evento, seria de suma importância ter um plano para o mirror match - que significa, em inglês, “partida espelho”, que é uma forma de dizer que você está enfrentando um baralho quase igual ao seu.
Ter na lista algumas cartas muito importantes para mirror matches seria, então, fundamental para o sucesso.
Outro fator importante e muitas vezes subestimado é a
consistência da sua estratégia.
Disney Lorcana é um jogo com muitas cartas, e portanto muitas opções diferentes. Muitas delas são poderosas e/ou muito divertidas, sem dúvida! A questão é que um
Disney Lorcana Challenge é um evento longo - são 8 rodadas no Day1, 4 rodadas no Day2, e ainda um Top Cut eliminatório.
Isso significa que estratégias
poderosas mas
inconsistentes tendem a “falhar” invariavelmente, por pura força de números, já que são muitas rodadas a serem jogadas. E, consequentemente, estratégias mais
consistentes tendem a prevalecer.
Em card games,
consistência significa exatamente o quão frequentemente seu baralho consegue executar a estratégia que ele se propôs. Uma das ferramentas fundamentais para isso é
comprar cartas - isso te dá mais opções durante as partidas, e permite sempre direcionar seu jogo sem esgotar seus recursos.
Amber-Emerald Dogs sempre foi reconhecido por ser um baralho rápido, que consegue encher a mesa de personagens nos primeiros turnos. O
segredo do deck é que, além disso, também consegue
comprar cartas e repôr recursos conforme enche sua mesa!
Agora que estabelecemos esses dois fatores importantes: popularidade do deck dentro do metagame, e consistência para executar sua estratégia, vamos ver a lista de
Chris Oyola e destacar como ela se adequa a tudo isso!

Quando vemos a lista do campeão, notamos como todos os elementos mencionados estão presentes!
Primeiro, vemos as inúmeras formas de comprar cartas e acumular recursos, dando consistência ao baralho.
Bobby Zimuruski,
Lady - Miss Park Avenue,
Nani - Stage Manager, e
Tramp - Street-Smart Dog, são excelentes cartas que já tínhamos visto nas listas do DLC anterior.
A “novidade” neste DLC foi a inclusão de 2 cartas da nova edição,
Wilds Unknown, que continuam esse tema de compra de cartas ao mesmo tempo que desenvolvem a mesa:
The Queen - Devious Disguise e
Elinor - Renowned Diplomat.
Além dessas,
Chris Oyola incluiu ainda 1 cópia da canção “
Look At This Family”, dando assim mais uma opção que combina compra e seleção de cartas.
Para fazer tantos personagens funcionarem, é de suma importância utilizar cartas
redutoras de custo. Por isso, a lista usa 4 cópias de
Grandmother Willow - Ancient Advisor e de
Aurora - Holding Court, com a inclusão também de 1 cópia de
Pluto - Friendly Pooch justamente para ampliar a consistência de encontrar um redutor.
Por fim, quando pensamos em como essa lista enfrenta o metagame, observamos que utiliza 4 cópias de
Under the Sea, essencial para lidar com outros
Dogs, bem como outros baralhos rápidos; e também 3 cópias de
Chief Powhatan - Protective Leader, uma carta que não só escapa dos
Under the Sea usados pelos adversários, como também protege sua própria mesa de forma muito eficiente, forçando challenges sub-ótimos.
LÁ NA CURVA, O QUE É QUE VEM?
Como sabemos, com o lançamento da 13ª Edição,
Attack of the Vine, o formato Core Constructed terá uma rotação, com as edições de 5 a 8 deixando de ser válidas.
Isso, é claro, impacta o deck campeão - mas, talvez, um pouco menos do que se imagina.
Decerto, as cartas que deram o “nome” ao deck - os cachorros da animação “A Dama e o Vagabundo” - não permanecerão no formato, assim como
Rhino,
Emerald Chromicon, e
Lilo - Escape Artist (essa última, talvez, a perda mais significativa depois dos “Dogs”).
Contudo, já estamos vendo surgir algumas listas experimentais de
Amber-Emerald, mantendo os redutores de custo e os personagens que acumulam recursos, como
Mike Wazowski - Heroic Climber e
Miriam Mendelsohn, além de alguns redutores “disfarçados”, como
Pocahontas - Guiding the Tribe.
A ideia de proteger os personagens também se mantém, usando bodyguards como
Powhatan e
David, e indiretamente a lendária
Pocahontas - Peacekeeper, que além de ter um efeito fortíssimo ainda por cima é uma princesa, podendo ter o custo reduzido por
Aurora - Holding Court.
Em suma, tudo indica que a base “Royal”, como foi apelidada essa conjunção de personagens princesas e rainhas em torno da redução de custo de
Aurora - Holding Court, deve continuar presente no formato Core após o DLC, mantendo o legado dos
Dog Decks vivo e competitivo nos eventos!
ME AMARRO NA IDEIA!
Com isso, finalizamos nossa análise do baralho campeão do 2º DLC do ano no Brasil, e mais uma vez damos parabéns para
Chris Oyola pelo título!
Além disso, buscamos trazer também uma das formas que a base do baralho deve permanecer no próximo formato Core, considerando a força das sinergias entre os redutores de custo e compras de cartas - o famoso binômio
consistência e
desenvolvimento de mesa que é tão crucial em Disney Lorcana.
Espero que tenham curtido! Sigam o blog para mais novidades e análises de decks do DLC!
Abraços!