
Por Edgar Shinagawa
Olá, pessoal! No último dia 30, o primeiro torneio em terras brasileiras a usar a coleção Phantom Forces ocorreu em Fortaleza. Como esperado, alguns decks novos deram as caras – mas os decks mais antigos apareceram repaginados, com cartas-recém lançadas.
E foi assim que Bruno Oliveira chegou à final do Regional de Fortaleza, deixando o título escapar por muito pouco para o Rodrigo Alyson, que pilotava um Virizion/Genesect. O report do campeão pode ser visto aqui, enquanto o do vice está aqui.
Além disso, no Regional de Goiânia realizado no último dia 7, tanto o campeão Gabriel Semedo quanto o vice-campeão Thales Andrade usaram variações de Yveltal/Manectric (as listas podem ser vistas aqui e aqui). E é justamente sobre esse deck, que parece ter caído no gosto dos brasileiros, que iremos falar hoje!
Confiram a seguir a lista exata que levou Bruno Oliveira ao segundo lugar em Fortaleza:
Pokémon (14):
3x Yveltal-EX (XY Base Set)
1x Darkrai-EX (BW Legendary Treasures)
3x Yveltal (XY Base Set)
1x Spiritomb (BW Legendary Treasures)
2x Manectric-EX (XY Phantom Forces)
2x Mega Manectric-EX (XY Phantom Forces)
2x Seismitoad-EX (XY Punhos Furiosos)
Trainer (33):
4x Professor Sycamore
4x N
2x Colress
2x Lysandre
1x Skyla
2x Switch (Substituição)
3x Hypnotoxic Laser (Laser Hipnotóxico)
2x Shadow Circle (Círculo das Sombras)
2x VS Seeker
4x Muscle Band (Faixa Musculosa)
4x Ultra Ball (Ultra Bola)
1x Professor’s Letter (Carta do Professor)
1x Manectric Spirit Link
1x Dowsing Machine (Máquina de Prospecção)
Energy (13):
3x DCE (Dupla Incolor)
7x Darkness (Escuridão)
3x Lightning (Elétrica)
Total = 60 cartas
Estratégia
Reproduzo aqui o trecho escrito pelo próprio Bruno sobre a escolha das cartas:
“Decidi testar Yveltal/Darkrai e suas variações. Testei com Garbodor, Drifblim e puro, mas o que mais gostei foi com Manectric-EX e o Mega Manectric-EX, já que eles me ajudavam em mirror matchs, contra VG, Pyroar e até contra variações de Seismitoad-EX.
Resolvi não usar martelos ou Team Flare Tools, pois optei pelo uso de lasers com 2 Seismitoads-EX que me ajudariam contra decks como Donphan, Big Basics e alguns decks de evoluções. Conversando com meu amigo Marcos Muniz, optei pelo uso de Shadow Circle ao invés de Virbank, o que na frente fez a diferença. Acabei colocando 3 Yveltal-EX e 3 Yveltalzinhos, que é o melhor Pokémon do deck para se começar as partidas – já que, como uso 4 Ultra Balls, geralmente consigo descartar energias e atacar, energizando algum Pokémon no banco. Além disso, ele é a única salvação do deck contra Safeguard.
Geralmente usava 3 Muscle Band, o que se mostrava suficiente com o uso de Dowsing Machine, mas com a chegada das Team Flare Tools, optei por aumentar para 4, para que eu conseguisse descer rápido as Muscles protegendo meus Pokémon das Head Ringers do oponente. Contudo, a lista ainda tinha uma falha que era VG, porque mesmo com a ajuda do M Manectric ainda estava com alguma dificuldade contra esse deck (talvez Head Ringer me ajudasse). Decidi então colocar um Spiritomb que, além de segurar G Booster, ainda pode lhe salvar de uma mão ruim.”
Em resumo, a estratégia é basicamente a mesma em relação ao deck de Yveltal/Seismitoad, porém contando com o Manectric e seu Mega, ajudando contra Yveltal e Pyroar, além de ser outra opção de aceleração de energia.
Opções
Tanto Gabriel Semedo quanto Thales Andrade utilizaram algumas cartas diferentes da lista do Bruno. Algumas me agradaram bastante, enquanto outras, à primeira vista, não me parecem ser tão efetivas. De qualquer forma, tenho certeza que as escolhas de cada um foram embasadas em muito treino, não sendo em hipótese alguma escolhas ruins:
Jirachi-EX (Thales)
Quem me acompanha sabe que eu gosto bastante de Jirachi-EX. Com Spiritomb, uma boa linha de Supporters e VS Seeker, tenho certeza da consistência do deck do Thales.
Energy Switch (Thales e Gabriel)
Também é outra carta que eu gosto de usar em variações de Yveltal. Permite que você coloque aquela energia a mais para fechar o dano para o nocaute.
Hardy Charm (Gabriel)
Provavelmente uma carta para melhorar a partida contra lutadores, especialmente Donphan. Ligado aos Yveltal, a redução passa a ser de -40, o que garante uma boa sobrevivência nestas matchups.
Max Potion (Gabriel)
Conhecendo o Semedo, não é de me espantar. Ele sempre foi fã de usar uma cópia desta carta em seus decks, anulando o dano causado pelo oponente. Certamente é uma carta que garante vitórias em jogos apertados, mas particularmente não gosto de cópias únicas em meus decks.
Zapdos – BW Legendary Treasures (Gabriel)
Certamente a carta mais “estranha” a ser inclusa neste tipo de deck. O custo de energia pode ser pago com várias incolores. Com certeza isso foi um fator importante na inclusão da carta no deck. Não sei exatamente qual era a intenção de Semedo, mas que foi uma surpresa e tanto para os seus oponentes, disso eu tenho certeza.
É importante notar que, diferente de Fortaleza, os decks de Goiânia abdicaram de Shadow Circle e Laser, em prol de outras escolhas. Como podem ver, o deck é bastante aberto a mudanças.
Conclusão
Pelos resultados de Goiânia e Fortaleza, é seguro dizer que Yveltal/Manectric é um dos decks top do formato. Se é o melhor, só o tempo poderá nos dizer.
Como o Bruno Oliveira disse, é um deck que consegue bater de frente contra tudo. Possui algumas partidas complicadas, como Virizion/Genesect (principalmente sem Spiritomb), mas não possui nenhum tipo de auto-loss. Com certeza é uma ótima escolha para os torneios.
Ah, e falando em torneios, semana que vem é a vez de Curitiba. Nos vemos por lá! ?
E vou ficando por aqui. Espero que tenham gostado das dicas e até a próxima!
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