dezembro 4, 2019 -

No terceiro final de semana de novembro, entre os dias 15 e 17, tivemos o Latin America International Championship, o primeiro Internacional do VGC 2020 e o último a utilizar a modalidade Ultra Series e o 3DS para os embates. Isso demarca o fim de uma era, e deixa a maior parte dos jogadores com uma única questão na cabeça: mas e agora?

Desde 2014 que todos os formatos dos campeonatos de videogame utilizaram o 3DS como console, iniciando com Pokémon X e Y e finalizando agora com Pokémon Ultra Sun e Ultra Moon. Essa é a primeira de muitas mudanças que irá abalar o metagame nas próximas semanas e meses, até toda a comunidade conseguir se adaptar.

O LAIC deixou bem claro que os jogadores já dominaram com maestria as criaturinhas à disposição até o presente momento. Podendo utilizar-se de uma vasta gama de Pokémon, incluindo lendários de múltiplas gerações, isso permitiu times com figuras inusitadas chegando no Top 4, como o Jumpluff de Juan Salerno e o Accelgor do campeão James Baek. Porém, mais importante do que os monstrinhos de bolso foi o aprendizado dos treinadores.

Atuei como juiz na categoria Junior e Senior e estive na mesa da final da categoria Senior, e pude ver de perto os jogadores que darão trabalho em breve para os jogadores da Master. Numa jogada extremamente perspicaz, Federico utilizou-se de um U-Turn de seu Incineroar contra o próprio Mega Rayquaza, na intenção de derrubar seu HP o suficiente para ativar sua berry e recuperar a energia. Infelizmente para o jogador, Nicholas Kan ainda manteve o controle da partida, mas não deixou de ser uma jogada que fez o público tremer no lugar.

Também foi satisfatório ver a presença brasileira dentre os melhores jogadores do campeonato. Apesar de não ter conseguido vaga para o Top Cut (que, para o torneio, eram os 8 melhores jogadores), Gabriel Agati novamente estava entre o Top 16. Além dele, tivemos inúmeros outros jogadores bastante ativos na comunidade enfrentando grandes nomes da cena global e obtendo resultados satisfatórios, o que nos deixa com fortes esperanças para os próximos campeonatos.

Dito isso, voltamos a grande pergunta do título do vídeo. Os treinadores mundo afora dominaram o 3DS e seus jogos, uma National Dex inteira e cheia de opções, repleta de criaturas das mais diversas formas. Porém, isso tudo se aposenta agora. A partir do próximo ano, todos os campeonatos utilizarão o formato de Pokémon Sword e Shield, que tem um ambiente completamente diferente do que estávamos habituados.

O jogo saiu faz pouco mais de duas semanas e os jogadores já estão tentando se adaptar, com algum esforço. Sua Pokédex com apenas 400 criaturinhas é o primeiro desafio, que remove alguns dos ícones mais vistos da cena competitiva nos últimos anos. O Switch apresenta mecânicas diferentes do 3DS, e ainda não é tão disseminado ou tem uma base instalada tão extensa quanto a do guerreiro portátil da Nintendo, outro desafio a ser superado (algo que podemos esperar que tenhamos mais facilidade com o advento do Switch Mini).

Por fim, temos inúmeros novos Pokémon para experimentar. Desde as Galarian Forms até os novos de fato, e sem falar da mecânica exclusiva de Galar, o Dynamax (e Gigantamax para algumas criaturas), algo que merece um texto por si só para um outro dia.

 

 

Esse 2019 será um ano de duras despedidas, de aposentar o 3DS e se preparar para o meta que está por vir, um território ainda não demarcado e cheio de surpresas. Para os treinadores da velha guarda, aproveitem bem essas últimas semanas do ano para aproveitar e se divertir nos campeonatos, presenciais e online, com seus velhos times. Enquanto isso, já podem ir brincando nas Ranked Battles de Sword e Shield para ter aquele gostinho do que está por vir. Acredite, tempos turbulentos estão vindo, e só os melhores treinadores verão o sol nascer depois da tempestade.

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