Dica de livro: "O Dia do Curinga", de Jostein Gaarder

Copag 1 de agosto de 2011

Baralho e filosofia num livro super bacana

Anita, a mãe do pequeno Hans-Thomas, desapareceu após uma viagem existencial para a Grécia. Acompanhado de seu pai, um filósofo-marujo amante de baralhos, o garoto parte de sua terra natal para procurá-la pela Europa. No caminho, Hans recebe um minúsculo livro e descobre que a história apresentada na publicação está ligada a muitos aspectos de sua vida. A partir daí, tem início uma bela aventura que mistura temas como destino e existência.
A história de O Dia do Curinga é divertida e inteligente. O autor norueguês Jostein Gaarder, conhecido pelo seu best-seller O Mundo de Sofia, apresenta uma visão da vida e do ser humano que se perde na rotina do dia-a-dia. Misturando baralhos e filosofia, a obra lembra clássicos como As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol.
Uma das coisas mais legais de O Dia do Curinga é a sua ligação com o mundo das cartas. Além de ser dividido em 53 capítulos – um para cada carta do baralho e mais um para o curinga –, a obra apresenta um inusitado calendário de cartas em determinado momento da história. Sim, é possível contar o tempo utilizando as cartas de um baralho! Não acredita? Pois veja só.
 

O calendário de cartas

No nosso calendário, o ano é composto de 365 dias, divididos em 12 meses. A cada quatro anos, há o ano bissexto, que é quando o mês de fevereiro ganha um dia a mais. O calendário do livro é baseado na quantidade de cartas e naipes que um baralho possui.
Um baralho comum tem 52 cartas, o mesmo número de semanas que temos no calendário gregoriano: são 52 semanas e 1 dia. Assim, no ano do calendário de cartas, cada semana é representada por uma carta no baralho. Elas são divididas em 13 meses de 28 dias, sendo um mês para cada carta (número) – começando pelo Ás e terminando no Rei. E, assim como as estações do ano são quatro, o número de naipes do baralho também são. Desta maneira, cada naipe representa uma estação diferente: os ouros são a primavera, os paus são o verão, as copas são o outono e as espadas são o inverno.
Mas e aquele dia que sobrou? Ele é, afinal de contas, o Dia do Curinga! Trata-se de um dia extra que não pertence a ninguém – e, nos anos bissextos, acontece em dose dupla! Legal, né? =D
O Dia do Curinga é uma viagem, literalmente. Fica aí uma bela dica de leitura do Blog da Copag. Depois volte aqui e diga pra gente se você gostou (quem já leu pode comentar também)! 😉

Receba as últimas novidades da Copag por e-mail!

voltar ao topo